Prabéns PAPAIS!

16 08 2009

Aproveitando que ainda estamos em Agosto, mês dos Pais, segue aqui o nosso parabéns, cheio de carinho para aqueles que são, serão ou foram papais um dia. 

O Filho Que Eu Quero Ter

Vinicius de Moraes

Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho

É comum a gente sonhar, eu sei
Quando vem o entardecer
Pois eu também dei de sonhar
Um sonho lindo de morrer

Vejo um berço e nele eu me debruçar
Com o pranto a me correr
E assim, chorando, acalentar
O filho que eu quero ter

Dorme, meu pequenininho
Dorme que a noite já vem
Teu pai está muito sozinho
De tanto amor que ele tem

De repente o vejo se transformar
Num menino igual a mim
Que vem correndo me beijar
Quando eu chegar lá de onde vim

Um menino sempre a me perguntar
Um porquê que não tem fim
Um filho a quem só queira bem
E a quem só diga que sim

Dorme, menino levado
Dorme que a vida já vem
Teu pai está muito cansado
De tanta dor que ele tem

Quando a vida enfim me quiser levar
Pelo tanto que me deu
Sentir-lhe a barba me roçar
No derradeiro beijo seu

E ao sentir também sua mão vedar
Meu olhar dos olhos seus
Ouvir-lhe a voz a me embalar
Num acalanto de adeus

Dorme, meu pai, sem cuidado
Dorme que ao entardecer
Teu filho sonha acordado
Com o filho que ele quer ter

 

Ao Que Vai Chegar

Toquinho

Composição: Toquinho / Mutinho

Voa, coração
a minha força te conduz
que o sol de um novo amor em breve vai brilhar
Vara a escuridão, vai onde a noite esconde a luz
Clareia seu caminho e acende seu olhar
Vai onde a aurora mora e acorda um lindo dia
colhe a mais bela flor que alguém já viu nascer
e não esqueça de trazer força e magia,
o sonho e a fantasia, e a alegria de viver

Voa, coração
que ele não deve demorar
e tanta coisa a mais quero lhe oferecer
O brilho da paixão, pede a uma estrela pra emprestar
e traga junto a fé num novo amanhecer
Convida as luas cheia, minguante e crescente
e de onde se planta a paz,
da paz quero a raiz
E uma casinha lá onde mora o sol poente
pra finalmente a gente simplesmente ser feliz





ZIRALDO

15 08 2009
Depor de voltar de minhas férias, busquei o que acho de mais especial no nosso mundo de desenho, ilustrações, criações e educação. Espero que muitos possam se sentir assim como eu, que ao ler e ouvir sobre esses tão queridos personagens de Ziraldo, voltem aos seus bons tempos de criança. Digo por mim, que hoje estou com 36 anos, aos mais jovens, eu recomendo!

Depois de voltar de minhas férias, busquei o que acho de mais especial no nosso mundo de desenho, ilustração, criação e educação. Espero que muitos possam se sentir assim como eu, que ao ler e ouvir sobre esses tão queridos personagens de Ziraldo, voltem aos seus bons tempos de criança. Digo por mim, que hoje estou com 36 anos! Aos mais jovens, fica aqui a mina opnião, Ziraldo é um cara cheio de taletos, humano e apaixonante. Eu indico, apóio e assino embaixo.  

Luciana Fleury Mantorval

 

Ziraldo Alves Pinto (Caratinga, 24 de outubro de 1932) é um cartunista, chargista, pintor, dramaturgo, escritor,cronista , desenhista e jornalista brasileiro. É o criador de personagens famosos, como o Menino Maluquinho, e, atualmente, um dos mais conhecidos e aclamados escritores infantis do Brasil.

Em 1960, lançou a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor, Turma do Pererê, que também foi a primeira história em quadrinhos a cores totalmente produzida no Brasil. Embora tenha alcançado uma das maiores tiragens da época, Turma do Pererê foi cancelada em 1964, logo após o início do regime militar no Brasil. Nos anos 70, a Editora Abril relançou a revista, desta vez, porém, sem o sucesso inicial.

Em 1969, Ziraldo recebeu o “Nobel” Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e também o prêmio Merghantealler, principal premiação da imprensa livre da América Latina.

Foi fundador e posteriormente diretor do periódico O Pasquim, tablóide de oposição ao regime militar, uma das prováveis razões de sua prisão, ocorrida um dia após a promulgação do AI-5.

Ele é o pai de um dos maiores fenômenos da literatura brasileira, “O Menino Maluquinho”. Criou também toda uma turma de personagens derivados da riqueza e da diversidade próprias de nossa cultura, de nosso país. Valorizou a vida simples, do homem do interior, das cidades pequenas de Minas Gerais.

Não podemos considerar Ziraldo apenas como um desenhista, quadrinhista ou cartunista. Ele ultrapassou as fronteiras que delimitam o trabalho desses artistas e criadores e se tornou uma referência para quem lida com crianças, com a infância. Isso inclui, por exemplo, os educadores.

Além de toda a qualidade artística de seu trabalho, há alguns outros segredos para o sucesso de Ziraldo. Obviamente não conheço todos eles, mas não dá para deixar de reconhecer que pelo menos duas características marcantes auxiliaram muito em sua vitoriosa carreira, ou sejam, a simplicidade e a sensibilidade.

A simplicidade do homem que nasceu no interior, que ganhou a cidade grande, que conquistou espaço em setores de criação e produção extremamente competitivos e restritos e que, no entanto, jamais renegou suas raízes, suas origens e o cheirinho peculiar da roça, o relevo das ruas de paralelepípedos, as bancas de secos e molhados dos mercadões ou a gostosa conversa entre vizinhos, parentes e amigos…

A sensibilidade de quem se manteve sintonizado com o universo infantil através dos anos mesmo com o advento dos cabelos brancos. Filhos e netos com certeza colaboraram muito para que isso acontecesse, entretanto, não dá para deixar de reconhecer que muito dessa candura das crianças pertence mesmo ao próprio Ziraldo.

Alguns dos personagens de Ziraldo





Henfil

6 07 2009
Henfil (1944 – 1988)     

Biografia
Henrique de Souza Filho (Ribeirão das Neves MG 1944 – Rio de Janeiro RJ 1988). Cartunista, jornalista, escritor. Cresce na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Por influência do irmão mais velho, Herbert de Souza, o Betinho (1935 – 1997), interessa-se pela militância política. Integra a Juventude Estudantil Católica - JEC, e a União Municipal dos Estudantes Secundaristas – Umes. Acompanhando o irmão, freqüenta o diretório acadêmico da Faculdade de Ciências Econômicas. Além de caricaturas dos líderes estudantis, faz Ilustrações para faixas, cartazes, folhetos e jornais nas campanhas do diretório acadêmico. Publica seus primeiros desenhos no Resmungo, jornal mimeografado da JEC. Inicia o curso de sociologia, na Universidade Federal do Minas Gerais – UFMG, mas o abandona após dois meses. Em 1962, ingressa como revisor na revista Alterosa, mas logo se torna cartunista, a convite do editor da publicação e também escritor Roberto Drummond (1939 – 2002), o criador do nome Henfil. Em 1965, faz caricatura política para o Diário de Minas. Em 1967, reside no Rio de Janeiro, onde faz charges esportivas para o Jornal dos Sports e colabora nas revistas Visão, Realidade, Placar e O Cruzeiro. A partir de 1969, desenha para o semanário Pasquim e para o Jornal do Brasil. Seus cartuns e charges satirizam as instituições, os costumes e fazem crítica à política. Seus personagens mais conhecidos, são Os Fradinhos, o Capitão Zeferino, a Graúna, o Bode Orelana e Ubaldo, o paranóico. No fim da década de 1970, engaja-se na luta pelo fim do regime militar, pela Anistia e pelas Diretas-Já. Participa da criação do Partido dos Trabalhadores – PT, para o qual produz cartuns e desenhos para confecção de cartazes, camisetas, buttons e outros produtos. Hemofílico, morre em 1988 em decorrência da Aids, contraída em transfusão de sangue.

Eterno Henfil





Will Eisner, o guru dos quadrinhos.

2 07 2009

will - spirit

William Erwin Eisner foi um dos mais importantes nomes dos quadrinhos neste século e uma das maiores influências no desenvolvimento do gênero.

Depois de alguns trabalhos variados, como Sea Hawks e Sheena, rainha da selva, Eisner teve a idéia de criar um personagem completamente novo para as séries de domingo, alguém que nem mesmo usaria roupas especiais para lutar contra os criminosos. Ele se vestiria à paisana, usaria uma máscara (a qual, anos depois, Eisner confessaria odiar desenhar) para ocultar sua identidade, chapéu e luvas e nada mais que pudesse identificá-lo como um combatente do crime.

The Spirit era uma história muito incomum, é sobre um detetive mascarado, Denny Colt, um herói sem super poderes que protege os habitantes da cidade fictícia de Central City. Ele vivia num cemitério, tendo por fiel assistente um jovem negrinho, o pobre Ebony White. Ele não tinha poderes especiais nem apetrechos para ajudá-lo; ele não tinha nem mesmo um veículo próprio. Seu cartão de apresentação era uma pequena lápide e ele não vencia sempre ao final das histórias. The Spirit poderia ser definido como um cidadão comum lutando por seus direitos.

Formalmente, The Spirit era uma revolução na linguagem dos quadrinhos. A série se destacou pela inovação dos enquadramentos quase cinematográficos, os efeitos de luz e sombra e as inovadoras técnicas narrativas, além da qualidade do roteiro e da arte. Sempre a presença de belas mulheres, cenas hilariantes, melodramáticas, mas que enfatizavam sobre tudo o aspecto humano dos personagens.

Entre as influências de seu trabalho, alinham-se Milton Cannif (Terry e os Piratas), George Herriman (Krazy Kat), Hal Foster (Príncipe Valente), gênios que merecem hoje o mesmo reconhecimento que Eisner.

Em 13 de outubro de 1941, The Spirit começou a ser também publicado como tira diária.

Eisner deixou a série em 1942 ao ser mobilizado pela Segunda Guerra Mundial, onde produziu pôsteres, ilustrações e histórias propagandísticas para o exército norte-americano.

Devido à sua ausência, as histórias de The Spirit continuaram com a ajuda de seus assistentes, Jules Feiffer, Lou Fine, Andre LeBlanc, Jack Cole.

Em 1946, Eisner retomou seu trabalho ainda com ajuda de seus assistentes, e terminou em 1952, quando passou a dedicar seu conhecimento sobre quadrinhos em outros meios: publicidade, story board, educação. Nas décadas de 60 e 70, esteve ensinando em escolas de Arte, e no final dos anos 70, ele decidiu voltar à sua mais famosa ocupação.

Ao mesmo tempo que desenhava The Spirit, Eisner fundou a American Visuals Corporation, empresa dedicada a criação de comics, vinhetas humorísticas e ilustrações, que acabou absorvendo a maior parte do seu tempo, separando-lhe da criação de histórias.

Somente quando o editor holandês Olaf Stoop reeditou The Spirit, no começo dos anos 70, Eisner voltou a interessar-se pela criação de histórias em quadrinhos.

Eisner teve uma importância decisiva para demonstrar que histórias em quadrinhos não são meio de entretenimento apenas para crianças e adolescentes.

Além de sua carreira como quadrinhista, Eisner escreveu obras fundamentais na criação de histórias em quadrinhos: Os Quadrinhos e a Arte Sequencial (Comics and Sequential Art) e A Narrativa Gráfica (Graphic Storytelling). Em 1988 a indústria dos quadrinhos prestou tributo à Eisner criando o Prêmio Will Eisner, mais conhecido como “Eisners”, que servem como uma premiação pelo “conjunto da obra” nas histórias em quadrinhos.

Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Will_Eisner

http://www.geocities.com/soho/5537/spirit2.htm





Maurício de Sousa: Tacada de Mestre

1 07 2009
 

 

 

Maurício de Sousa faz 50 anos como desenhista e surpreende seus leitores com sua “tacada de mestre“.

Maurício de Sousa faz 50 anos como desenhista e surpreende seus leitores com sua “tacada de mestre“.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há dois homens por trás de Mauricio de Sousa. Um é quem organiza a vida do criador da Mônica, personagem infantil brasileira mais famosa de todos os tempos. Um homem pragmático que planejou desde novo como alcançar o sucesso e que vê na atividade artística um ganha-pão como os outros, afinal, “desde antes de fazer HQ, já pagava o aluguel de casa com os desenhos que fazia para as professoras do colégio”. O outro Maurício também é prático. Acabou se tornando tão famoso quanto sua criação, mas continua sendo um empreendedor atento, com gosto pelo risco. Prova disso foi seu último triunfo. Aos 73 anos, ele reinventou sua principal personagem, com a revista ‘Mônica Jovem’. O que poderia ter sido uma estratégia perigosa virou tacada de mestre. A nova publicação vende cerca de 400 mil exemplares, contra os 200 mil que costumava vender o gibi da Mônica ainda criança.

‘Mônica Jovem’ já chegou a vender 405 mil exemplares – batendo o maior número de revistas de HQ vendidas nos EUA no século 21 (a revista do Homem Aranha com o Obama na capa que vendeu 350 mil). 

Hoje, o desenhista está prestes a lançar três novos personagens na revista de série (um inspirado em sua neta Maria Teresa, outro, no filho Marcelinho e um terceiro portador da síndrome de down), ele se diz animado com as novas tecnologias e dá, pelo menos, uma receita de sucesso: “Tudo na vida tem que ser levado com bom humor. Se não, não vale a pena”.

Turma da Mônica Criança

MÔNICA

Mônica é o personagem mais conhecido de Mauricio de Sousa. Representa uma menina forte, decidida, que não leva desaforo pra casa mas ao mesmo tempo, tem momentos de feminilidade e poesia.

Mora com os pais, tem um cãozinho chamado Monicão e vive pra baixo e pra cima agarrada a um coelho de pelúcia. E este coelho, que ela trata com todo o carinho, também serve de “arma” contra os meninos. Principalmente o Cebolinha e o Cascão, que não param de “aprontar” com ela. Dai levam cada coelhada que vou te contar.

Foi criada em 1963, baseada na filhinha do Mauricio, com o mesmo nome. No início, saía nas tiras do Cebolinha, nos jornais.

Depois começou a “roubar a cena” e ganhou sua revista própria em 1970. Desde essa época, é uma das revistas que mais se vendem no país.

Hoje, além dos quadrinhos – onde aparece na história como líder imbatível e dona absoluta da rua – Mônica é estrela de cinema, teatro, tem vários produtos que levam seu nome, faz campanhas educativas e comerciais de tevê. Estrela mais versátil, impossível.  

CEBOLINHA – UM GALOTO DIFELENTE

Cebola, um garoto de cabelos espetados que, quando falava, trocava o “R” pelo “L”, existiu mesmo, fazia parte de uma turma de garotos, lá de Mogi das Cruzes, e acabou emprestando suas características para o Cebolinha, personagem criado em 1960 por Mauricio de Sousa.

Ele já foi mais gordinho, mais crescidinho e até mais cabeludo, mas sempre com o mesmo jeito “englaçado” de falar. Parceiro de aventuras – ou seria melhor dizer “vítima”? – da Mônica, a quem vive tentando derrotar com seus “planos infalíveis”, Cebolinha teve a sua revista lançada em 1973 e nas horas vagas também é astro de tevê, cinema e teatro

CASCÃO – PINTOU SUJEIRA

Cascão nasceu em 1961, baseado nas recordações de infância do próprio Mauricio.

Ele conta que, no início, teve receio da reação do público para com este personagem com uma certa “mania de sujeira”. A aceitação, entretanto, foi imediata e a popularidade cresceu tanto que desde agosto de 1982, Cascão tem sua própria revista.

MAGALI

Magali é outro personagem baseado em pessoa real.

A Magali real é filha do Mauricio (como a Mônica e a Maria Cebolinha) e a Magali personagem é uma das criações mais simpáticas e conhecidas da turma.

A de verdade comia uma melancia inteira em criança. Daí o personagem seguir seus hábitos.

Mas apesar desse apetite todo, Magali continua elegante e feminina.

É a única que não vive brigando com a Mônica.

Tem um gato, o Mingau, e vive com os pais.

 

Turma da Mônica Jovem

MÔNICA

Mônica não é mais aquela menininha de vestidinho vermelho que corria atrás dos garotos com coelhinho. Na verdade, seu guarda-roupa mudou muito, ainda que continue uma predileção pelo vermelho.  Ainda é um pouco dentucinha, mas deixou de ser baixinha e gorducha faz muito tempo. Uma coisa não mudou desde que era pequena: é a sua amizade com a turma e seu gênio forte… Aliás, vai ver é por isso que ainda é líder dessa galera!

CEBOLINHA

Agora a turma o chama (a pedidos) de Cebola, e não tem mais cinco fios de cabelo. Agora tem uma vasta cabeleira mas que mantém o formato original de antigamente. Deve ser algo genético. Hoje em dia não troca mais os “erres” pelos “eles” desde que se tratou com uma fonoaudióloga, mas quando  está nervoso acaba dando pequenos “escolegões”. Conquistar a rua? Não…é pouco…Cebola agora quer conquistar o mundo com suas idéias de uma geração pronta para o futuro.

CASCÃO

Cascão embora continue não gostando da idéia, agora toma banho de vez em quando. Também não dá pra praticar tantos esportes radicais como skate, Montain Bike e ficar sem suar…imagina sem banho ?! A turma foi fazendo sua cabeça e com o tempo ele adotou esse costume bizarro que toda a humanidade tem chamado de banho. Continua um garoto inteligente, criativo e muito bagunceiro. Sua mãe que o diga, pois não consegue deixar seu quarto em ordem.

MAGALI

Magali continua magrinha como sempre foi, porém essa fase de crescimento só aumentou seu apetite. No entanto ela cuida mais do seu corpo e se preocupa mais com a qualidade de sua alimentação, praticando esportes aeróbicos, queimando calorias e se alimentando á base de uma dieta saudável. Magali continua aquela menina meiga e carinhosa, e é claro, apaixonada por gatos.





Qual é a importância da arte?

22 06 2009

desenho58

 

 

 

 

 

A partir de perspectivas psicológicas ou psicopedagógicas, a aprendizagem no campo das artes exige um pensamento de ordem superior (Vigostky, 1979). Na compreensão e produção artística desenvolvem-se estratégias intelectuais como por exemplo a análise, a definição e resolução de problemas entre outras. Além disso quando um estudante realiza uma atividade de compreensão artística, potencia uma habilidade manual ou desenvolve um dos sentidos (audição, visão, etc.) mas também e sobretudo desenvolve a mente, quer dizer, as suas capacidades de discernir, interpretar, compreender, representar, imaginar.

Existem várias experiências atuais que demonstram a importância da educação artística no ensino, mostrando em particular como o desenvolvimento estético pode promover domínios de aprendizagem sócio-emocional, sócio-cultural e cognitivo. 

As artes são uma via de conhecimento caracterizado pela utilização constante de estratégias de compreensão e a educação artística, apresenta amplas referências sobre questões como a universalidade ou a variedade da experiência humana, similares às que se podem levantar pelos físicos sobre a ordem e o caos ou os modelos de representação do universo. 

É de grande inportância o papel das artes no desenvolvimento da criança e do adolescente, e é nosso dever fazer com que isso chegue  ao conhecimento de todos

Fonte(s):
http://www.revista.art.br/site-numero-03





Calvin e Haroldo

18 06 2009

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Esse post vai pro meu pai, um Calvin maníaco!

Muito amor

Lu

Fonte: Wikipedia

Calvin and Hobbes (Calvin & Hobbes em Portugal, Calvin e Haroldo no Brasil), é uma série de História em Quadrinhos criada, escrita e ilustrada pelo autor norte-americano Bill Watterson Calvin é um garoto de seis anos de idade cheio de personalidade, que tem como companheiro Hobbes, um esperto tigre que para ele está tão vivo como um amigo verdadeiro, mas para os outros não é mais que um tigre de pelúcia. Calvin & Hobbes é considerado uma obra prima pela sua visão única do mundo, pela imaginação do protagonista e pelas situações insólitas que se estabelecem.

Watterson abandonou a criação que o tornou famoso em 1995, mas suas tiras continuam sendo publicadas em jornais de todo o mundo.

A inspiração dos nomes de Calvin e Hobbes

O nome de Calvin foi inspirado no reformador religioso do século XVI, João Calvino, que discorreu, entre outros, acerca da depravação total do homem, ou seja, que o homem está naturalmente inclinado para promover o mal a seu próximo.

Hobbes recebeu o nome de Thomas Hobbes, o filósofo inglês do século XVII [1] que tinha aquilo que Watterson chamou de “uma visão obscura da natureza humana”, sendo o autor da famosa máxima “O homem é o lobo do homem” — ou seja, cada homem é o predador de seu próximo. De acordo com Watterson, a fonte dos dois nomes é entendida como uma piada para as pessoas que estudam ciência política e filosofia, e que poucas outras pessoas a iriam perceber.

A tradução de Hobbes para Haroldo no Brasil foi criticada por muitos fãs, uma vez que o nome é uma homenagem e não apenas um nome qualquer.

Personagens principais

Os principais personagens são:

- Calvin: um menino de seis anos que vive diversas aventuras e não perde uma chance de se aventurar com sua própria imaginação.

- Hobbes (ou Haroldo): o tigre de pelúcia e maior parceiro de Calvin.

- Mãe e pai de Calvin (que nunca recebem um nome na série)

- Susie Derkins: vizinha e colega da escola de Calvin, aparentemente destinada a ter uma eterna relação de amor-ódio com ele.

- Miss Wormwood: a professora de Calvin.

- Rosalyn: a dita por Calvin como a “terrível” babá, que é a única da cidade disposta a fazer o serviço de cuidá-lo.

- O valentão Moe


Merchandising

Bill Watterson proibiu expressamente sua editora de vender os direitos para lançar no mercado artigos baseados na BD/HQ.

Watterson não permitiu o lançamento de qualquer merchandising, exceto alguns artigos únicos de edição limitada, como postais e pôsteres originais que se tornaram item de colecionador. Apesar dessa proibição, hoje em dia não é nada difícil um ou outro produto pirateado, com imagens de Calvin a dizer e a fazer coisas que nunca disse nem fez nos quadrinhos.

A proibição imposta por Bill Watterson ao merchandising da série significa também que nunca será criada uma série de desenhos animados, como aconteceu com Garfield e Snoopy.

Recomendamos aos apaixonados por essa dupla, que visitem os sites:


http://depositodocalvin.blogspot.com/

http://entretenha-me-calvin.blogspot.com/





Mais um parceiro!

17 06 2009
Os alunos e funcionários do Centro Britânico Idiomas têm desconto de 15% nas mensalidades em nossos cursos de desenho.

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MARVEL

13 06 2009

Universo Marvel





O pai da Turma Mônica

8 06 2009

Mauricio de Sousa fala sobre a trajetória de seus personagens, os desenhistas que admira e os planos para inaugurar o Parque do Cebolinha.

Por Bruno Moreschi

05.10.2007

Divulgação

Mauricio de Sousa, 72, é como os personagens da Turma da Mônica: não pára de aprontar. Ele avisa que, até o final de 2008, Cebolinha ganhará um parque só seu no Shopping Center Norte. Será um local parecido com o Parque da Mônica, no Shopping Eldorado.

Os primeiros personagens que criou foram Bidu e Humberto, em 1959. Passaram-se 48 anos e, hoje, Mauricio conta com uma equipe de quase cinqüenta desenhistas. Faltando ainda dois anos para o cinqüentenário de seus personagens, as revistinhas continuam nas bancas, o filme Turma da Mônica e Uma Aventura no Tempo está em cartaz nos cinemas e, na semana passada, três livros comemorativos foram lançados. Em dois deles, estão as tirinhas clássicas, quando os personagens não possuíam os contornos suaves de hoje. O terceiro livro é diferente. Resgata seu próprio passado em forma de quadrinhos.

Em Mauricio de Sousa – Biografia em Quadrinhos, estão o nascimento do autor na pequena Santa Isabel, em São Paulo e sua infância em Mogi das Cruzes (muitos dos personagens, como o Cebolinha, foram inspirados em colegas da época). A obra também mostra o início de carreira como repórter policial na antiga Folha da Manhã até seu sucesso com a Turma da Mônica. Confira trechos da conversa com Mauricio para o Portal Veja São Paulo:

Nesses 48 anos de Turma da Mônica você acha que a criança brasileira mudou?

Não só a criança brasileira, mas meus próprios personagens. Hoje a criançada tem mais liberdade para olhar nos olhos dos adultos e exigir seus direitos. É fato que em alguns casos a liberdade extrapola. Muitos pais soltam completamente seus filhos antes mesmo que eles consigam “voar sozinhos”. Nos casos dos meus personagens, se você ler as primeiras tirinhas do Cebolinha, por exemplo, vai perceber que ele era muito mais maldoso, mais politicamente incorreto do que hoje. Tive que dar uma suavidade, mas hoje provavelmente não iria precisar fazer isso.

De onde surgiu seu interesse pelo desenho?

Como qualquer cara que gosta de tirinhas, queria desenhar minhas próprias histórias. Era amante de personagens clássicos, como o Espírito, do norte-americano Will Eisner. Também admirava o velho e bom Popeye, de E. C. Segar, o Garfield, de Jim Davis e o homem primitivo Alley Oop, criado por Vincent T. Hamlin e que no Brasil ficou conhecido como Brucutu. Também devorava qualquer desenho de ficção científica que aparecia na minha frente.

E como você virou desenhista?

Esse caldo de influências foi ficando na minha cabeça e quando vi estava, com a ajuda desses mestres, criando meus próprios personagens. Eu fiz o Bidu quando era repórter policial do jornal Folha da Manhã [hoje, Folha de S. Paulo], em 1959. Das tiras do cãozinho, saíram Cebolinha, Humberto e Piteco, o homem primitivo. O grande problema é que nesta época nenhum personagem brasileiro de histórias em quadrinhos se mantinha por muito tempo. Minha idéia então foi vender as tirinhas não para apenas um jornal, mas sim, distribuir para todos que se interessassem. A demanda foi crescendo junto com o trabalho e outros personagens tiveram que surgir.

Teve algum que foi mais complicado para ser criado?

O Horácio demorou 30 anos para sair da minha prancheta. Ele é o Mauricio em forma de dinossauro. Como tratava-se de um projeto muito pessoal me custava mostrar para a equipe e até hoje só eu posso desenhá-lo. É um espaço do papel que posso criar fábulas com elementos que não se encaixam nas outras histórias da Turma da Mônica. Quando vou desenhar a Magali, por exemplo, eu preciso virar a Magali. No Horácio, não preciso. Um dia descobri que amigos distantes liam o Horácio para saber novidades da minha vida, se estava triste ou alegre. Quando fiquei sabendo que estava me expondo demais passei a tomar mais cuidado (risos).

Qual o segredo de um bom quadrinho?

Muita gente pode pensar que o mais importante é o traço, mas isso não é verdade. O que faz uma boa história em quadrinho é o texto.

Hoje qual é a sua contribuição nas centenas de histórias da Turma da Mônica que são criadas?

Tudo passa por mim. Eu analiso, sugiro, penso em saídas para todas as histórias que a minha equipe de 50 artistas produz. No roteiro, percebo se o estilo, o ritmo, a mensagem e o comportamento dos personagens estão de acordo com o que penso deles. Quando há alguma sugestão de mudanças, nos reunimos e discutimos o quanto for necessário.

Fonte: Veja São Paulo